Vinha numa crescente muito boa, onde a pandemia me deu a possibilidade de sair da minha casa e ter meu espaço. E estava aqui, fazendo tudo o que podia pra minha casa ficar com a minha cara!!! Apesar que um ano depois, ainda falta muita coisa...
Mas quase no momento de fazer um ano, tive um problema: Victor teve problemas nos EUA, problemas psicológicos, e nos últimos meses, ele não estava querendo falar com ninguém, dormindo no carro quando dava, quando não tinha trabalho em outra cidade que pagavam para ficar nos hotéis. Ele não queria ser achado, e eu daqui, com o coração partido, não sabia o que fazer: se eu apertasse d+, ele poderia me escapar pelos dedos, e se afrouxasse de mais, podia achar que não me importava.as coisas foram acontecendo e eu acabei falando com ele pra ele voltar. E um mês antes de completar um ano que eu estava sozinha, ele veio.
Primeira semana foi bem complicada.... tentei chegar nele de várias formas. Até que conseguimos conversar, conversar que eu não podia sustentar 2 pessoas, e que ele teria que trabalhar... Porém, minha angustia fazia com que eu quisesse que fosse pra ontem, mas não foi assim. Em uma das conversas, fiz com que ele entendesse, que esses 4 anos que passou nos EUA, podem não ter sido o que ele queria, porém não eh vergonha nenhuma, ter voltado para tentar algo melhor aqui, estudar, e arrumar um trampo que precise de inglês....
Durante 3 meses, foi foda... desestabilizei muito as minhas contas. E estou tentando por em ordem ainda... Esperando que ele me ajude a pelo menos por em ordem. Não quero depender do meu pai.
Mas creio que esse mês, já consiga quase acertar tudo...
Ele arrumou um trabalho bom, e estando naquele trabalho, arrumou outro bem melhor. E por incrível que pareça, ele estava feliz falando sobre o trabalho.
Fiquei feliz tb, pq parece que está meio serio com uma guria, a qual não me disse o nome, porém sei que tem 21 anos e um filho.
Não quero pra ele tão novo uma responsabilidade de “criar” um filho de outro, porém se tudo for bem certinho e conversado, acho bem legal. Quem sabe ele experimenta algo que a mãe dele teve, ou no caso, não teve. Não tive coragem de colocar alguém ao meu lado, pq sei como sou, e jamais admitiria alguém se metendo na minha educação. Não tinha a menor maturidade na época.
Talvez seja bom tb, para ele perceber o qto o “pai” no caso tb tem medo, e tb pode ser um babaca.
Mas antes de chegar nisso, minha avó me sofre um AVC, e ficou paralisada do lado esquerdo. Durante 60 dias, íamos ate o hospital praticamente TODO dia, e ainda colocamos uma pessoa que ficasse com ela a noite, e qdo algum de nós por algum motivo não poderíamos ir. Saíamos aqui da zona sul e íamos até o centro pra poder passar de 1 a 3 horas com ela.
Mudou toda rotina da família... E pra mim, foi especialmente difícil, já que meu dinheiro eh meio contado...
Nesse turbilhão, conheci um rapaz, irmão da minha amiga. Poxa. Que fase pra conhecer alguém... Mas a pegada do japa eh tão gostosa, que eu quero estar com ele. Além de ele ser muito bonzinho. Algo que a Cris me disse, me fez perceber o quanto somos parecidos: pelo visto, temos medo de começar algo, e nos depararmos com o fato de limitações acontecerem, e um acabar interferindo na liberdade do outro. E pelo visto, nenhum dos dois tem certeza de querer abrir mão disso. Talvez as coisas tem que ser calmas, e devagar, com muita conversa para que isso não seja um empecílio.
Pra piorar um pouco, muitos feriados, pouco $$. Galera anda meio sem grana... E ai, por consequência, eu fico sem dinheiro.
Sim, cai numa depressão infinita.sinto que não quero sair de casa, alias, tem dias que não quero nem sair da cama. A única coisa que me faz sair de casa, eh meu trabalho. Tento muito manter minha cara de feliz e tentar não transparecer que estou tão deprê... Mas estou.
Não tenho vontade de fazer comida, mas quero comer o mundo de porcarias. Meus exames estão bem desregulados e não sei o que fazer. Na verdade eu sei, mas não tenho coragem de fazer. Se vou ter coragem de sustentar aquilo. Sei que qdo sei, me arrumo e chamo muito atenção. Adoro me sentir desejada. Mas a coragem de escolher alguém com todas as escolhas erradas que já fiz, não sei se quero: tanto que dessa última vez, fiz o algo improvável: deixei o cantor no vácuo e peguei o japonês improvável. E ele eh um fofo... Educado... Além disso tem uma pegada incrível. E eu queria largar tudo pra ir pra cama com ele. Mas estou com medo de ir pra cama com outro alguém. Parece que não sei o que fazer. Não sei se eu vou saber como fazer. Ainda mais uma pessoa que eu nem conheço direito... E acabo que não dou chance pra nada acontecer.
Com tudo isso, cai... cai... cai...
Tem dias que não quero ver ninguém. E de verdade, tem dias, que nem os clientes eu ando aguentando.
Estou num estado de letargia tão grande, que eh difícil até sair da cama. Hj por exemplo: tive que trocar a roupa de cama, pq estava achando que ela estava fedendo. Mas acho que vai além disso: meu pijama tá fedendo, meu cabelo tá oleoso, e eu não tenho coragem de levantar e lavar o cabelo pra dormir bem... Lá vou eu hj de novo, dormir sem banho. Mas vou trocar o pijama, pq não quero sentir esse cheiro de novo... cheiro de gordura de corpo...
Tudo o que eu construi em um ano, em 3 meses foi por água abaixo. Antes, eu literalmente agradecia todas as coisas boas que me aconteciam. Hoje, tento enxergar o lado bom, mas não tenho um caralho de uma amiga que me mostre. A única amiga que tenho que falaria, tá com seus próprios “monstros” a batalhar. E eh uma batalha bem grande.
Tudo que eu quero eh chegar ao fundo do poço, e dar o impulso pra cima, pra sair logo dessa merda, dessa fase obscura a qual estou vivendo...
E o que mais me chocou, foi que meu pai, mesmo de longe, foi o único que percebeu, que algo estava acontecendo e me perguntou: o que está acontecendo? Estou te sentindo tão triste....
O único... E depois me perguntam pq tenho mais ligação com ele... Minha mãe tá comigo sempre, e nunca pergunta nada.... ou se contenta com a resposta fácil: tá sim!
Pelo visto essa depressão eh a segunda da minha vida. A primeira foi no pós parto.... que eu nem sabia o que era, e na época não se falava NADA disso!!!! Paciência... Vamos arrumar daqui, pq do passado, já foi...
E se vc chegou até aqui, e acha que pode estar se sentindo assim, use um daqueles testes de internet, pergunte aos amigos ou familiares, e não deixe de procurar ajuda. Psicólogos e psiquiatras estão longe de ser só pra loucos... Não tenha vergonha. Cuide-se!!!