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Monday, June 10, 2024

Finalização de ciclos

 Hoje em análise, fiquei me questionando se por acaso quando termino algo, sou tão incisiva que não deixo margem para retornos...

Voltei ao passado... 

Poucas são as vezes que eu tenho reencontros com pessoas do passado... Uma hipótese é que eu finalizo o ciclo...

A outra é que eu sou mto incisiva e não dou chance pra retornos...

Alguns eu sei que sacaneei e que não querem me ver nem pintada...

Não estou contando com esses. Até pq em algum momento, num súbito momento de me redimir com as pessoas que sabia que tinha sacaneado, as procurei. 

Um deles fingiu que nada aconteceu, que eu tinha ficado louca... Mas eu sei o que eu fiz e pedi desculpas mesmo assim. Mas não devo ter tido perdão, pq a pessoa continua não falando comigo... E olha que essa é a única pessoa que eu sonho sempre... Sempre...

O outro não me deu nem chance... Nunca me aceitou em nenhuma rede social... E agora, só posso pedir perdão pro além, pq ele faleceu....

Mas em relação a términos,  acho que sempre fui bem dura... Pq a partir do momento que eu decidi, tá decidido...

Sei que eu tenho uma paciência bem curta... Mas eu tento até.... Perder a paciência...

Dessa última vez, tb foi assim: falei, chamei, dei chance.... E olha que melhorei muito meu jeito de falar... como já disse aqui, o livro do Marshall, sobre Comunicação não violenta, estou infinitamente melhor... Mas falei algumas vezes... Podia sim, ter visto que foi um mal entendido e que eu poderia ter contornado...

Porém já estava meio de saco cheio... De só eu tentar ajustar as coisas. Num relacionamento, acredito que ajustes devem acontecer, mas dos dois lados... pontos de atrito, discutidos sem meias palavras e sem levar pra um lado ruim. Mas nem todas as pessoas são assim. E se não estou com alguém que pense assim tb, como querer que seja? Justamente pq cada um tem um jeito. Porém se meu jeito e do outro não forem compatíveis, e a pessoa não estiver disposto, pq diabos vou ficar dando murro em ponta de faca? Pq ficar forçando uma situação que obviamente não estava se resolvendo?

Percebi que esse é meu jeito, e o outro tem que ser no mínimo compatível ou estar disposto... Alguém que se fecha tanto e não fala nada, não serve.

E percebi tb que mesmo sendo enfática na forma que termino as coisas, esse é meu jeito, um jeito de terminar ciclos.

E seguimos...

Monday, May 13, 2024

Fim racional....

 Como lidar com o fim de um relacionamento???

Ando preocupada comigo mesmo, pq aprendi a diferenciar o que é o sofrimento pelo "gostar" e o que é meu ego ferido, de não ser desejada como quero, de não ser suficientemente boa para aquela pessoa, de o pq não correspondi às expectativas, o que devia ter feito, o que não devia ter feito, etc.

Acho que foi-se o tempo de eu sofrer pela companhia do outro, pelo apoio, pelo sexo, carinho ou qq outra coisa.

Acredito que hoje, acabei achando jeitos de contornar tudo isso... Amigos fazem a parte da companhia, apoio, a família tb... Alguns outros amigos carinho, e sexo, bom, esse sempre tem alguém querendo te comer, ou então, pode-se sempre usar de "brinquedos" para satisfação pessoal.

Então, não tenho sofrido efetivamente por fim de relacionamentos. Tenho ficado mais chateada pelo meu ego ferido do que pq gosto efetivamente das pessoas. 

Faz muito tempo que não gosto efetivamente de alguém, que me ligo a alguém, romanticamente. Ninguém que me estremeça as bases, me deixe fora de eixo (num bom sentido).

Estou com medo, pq tenho gostado tanto de estar sozinha, como se eu estivesse preenchida já e não precisasse de ninguém pra me completar, apesar de ainda existir um sentimento, ou um querer de alguém que me cuide tb, que tome as rédeas do relacionamento, se coloque no seu papel de homem para que eu possa assumir meu papel de mulher.

O que acontece é que eu durante mto tempo, fui meu próprio homem, assumi todas as responsabilidades. E é isso que eu passo pra tds: uma pessoa forte, que não sofre, que da sempre um jeito e tals...

Mas no fundo, tb preciso ser cuidada. Tb sou frágil e vulnerável... e com o tempo, consegui esconder bem isso e mal deixar que isso transpareça. É difícil arrumar alguém que veja por traz do véu essa vulnerabilidade.

Ultimamente, lidar com fim de relacionamentos pra mim é mto mais racional, egóico do que sentimental. Resolver o ego, principalmente quando já se sabe onde procurar, é muito mais fácil do que lidar com o coração, com a irracionalidade.

Mas que eu queria sim, um relacionamento que me abalasse as bases, arrebatasse meu coração, ahhhh eu queria!!!!! 

Wednesday, January 17, 2024

Por que ainda dói?

 

Passado...

O passado ressurgiu de maneira abrupta e arrebatadora. Em uma quarta-feira, que na verdade se estende desde segunda-feira na atmosfera festiva, mal parecendo eu mesma. Subitamente envolvida em um ímpeto de indulgência, entreguei-me a escapadas e noites agitadas, uma postura bastante distante da habitual tranquilidade que costumo buscar em casa.

Encontro-me atualmente em um estado peculiar. Hoje, mantive uma troca de mensagens com um indivíduo, enquanto simultaneamente participava de uma atividade social com outro. Permita-me esclarecer...

Na comunicação por mensagem, estive envolvida com alguém com quem desejo construir algo significativo, alguém que acredito ter potencial para um relacionamento duradouro. No entanto, essa pessoa revela-se peculiar, distante, incapaz de se divertir. Compreendo, sinceramente, pois reconheço que há momentos em que a diversão não é prioridade. Contudo, valorizo os intervalos em que posso desfrutar da companhia de amigos e me permitir desconectar. Infelizmente, o mesmo não se aplica a esse indivíduo, que parece incapaz de extravasar de forma ocasional.

De toda forma, tentei. Encontrei-me em uma balada, cercada por aqueles com os quais me divirto. Embora não planejasse permanecer por muito tempo, estava genuinamente desfrutando do momento. Contudo, é inevitável confrontar meu passado, marcado por relacionamentos e paixões intensas durante minha adolescência. Confesso ter agido de forma egoísta naquela época, sem considerar as consequências de meus atos.

Atualmente, esses relacionamentos evoluíram para amizades, mas os olhares intensos recaídos sobre mim, denotam resquícios do passado com os quais mantive relações mais estreitas, mesmo hoje, casados... Já sucumbi à tentação, traindo relacionamentos, mas, com o amadurecimento, optei por recusar tais impulsos. Sou agora amiga de um deles, sem malícia, sem admiração em relação a relacionamento, considerando com seriedade, sem coragem de reacender qualquer envolvimento.

Enquanto isso, em meio a uma troca de mensagens no celular, surgem convites e planos para um possível encontro. A conversa se encerra com um aparentemente casual "ahhhh".

Em relação ao segundo indivíduo, decidi encerrar esse capítulo há alguns anos. A falta de comprometimento da parte dele me levou a tomar essa decisão, mesmo diante de situações incômodas, como ser pressionada contra a parede enquanto a esposa estava presente no banheiro. Não cedi a tais tentações. Em nossos últimos encontros, ele, agora casado novamente, não demonstrou interesse em me seduzir, mantendo uma relação mais próxima de amizade.

No entanto, hoje, ao encontrá-los, ambos casados, percebo olhares intensos. Estou lá, tranquila, quando, de repente, a tentação se apresenta. Abraços, risos, despedidas intermináveis, olhares profundos. Por um triz, evito um possível desastre, desejando secretamente que o outro (da mensagem) intervenha e me resgate. Contudo, isso não acontece.

Após cinco minutos intensos, ganho uma carona, afastando-me antes que as coisas tomem um rumo indesejado. Estou carente, precisando, e os abraços, que um dia foram fontes de prazer momentâneo, agora parecem oferecer conforto e segurança. O primeiro amor ressurge em minha mente, aquele por quem abria mão de qualquer outro. Um relacionamento não assumido, mas construído ao longo de mais de 30 anos, revela-se como uma parceria peculiar, porém, notavelmente robusta.

Não tenho certeza se nutro admiração por ele após tantos anos, mas o abraço... Esse abraço, no qual desejava envolver-me, perder-me... Um gesto que transmite carinho, uma ternura acumulada ao longo de mais de 30 anos... Um abraço que fala, que segura, que ampara. Um abraço no qual desejava encontrar segurança, queria que me sustentasse... Queria entregar-me sem pensar, como antes, sem considerar nada nem ninguém, perdendo-me no prazer momentâneo de sentir segurança, mesmo consciente de que ali não é seguro, pois ele é casado, e a segurança desaparecerá depois, é apenas um momento.

Desconheço seus pensamentos, suas opiniões, e seus sentimentos. Parti quase correndo, fugindo... escapando de mim mesma, do meu eu primitivo, porque acredito que tenho um propósito de encontrar alguém, um companheiro. Já decidi que se continuar cedendo a prazeres momentâneos, jamais construirei algo concreto para o futuro. Fui forçada a conter meu eu primitivo...

E mais uma vez, não discutimos sobre isso... Mais uma vez, tudo permanece no ar, suspenso... A sensação que experimento é que não sabemos expressar nossas emoções... não enfrentamos isso. Parece que ambos desejam, mas ao mesmo tempo evitam enfrentar a situação... têm medo de quebrar o encanto da adolescência, aquele amor carinhoso, porém carnal. Medo de que não haja admiração suficiente, de que não sejamos mais quem éramos na adolescência... de que não seja como era antes, mas também medo do que pode ser agora... talvez medo da decepção, receio de que o presente seja decepcionante com base no passado...

Mas o carinho está presente... o toque permanece... o olhar persiste... Agora, aqui, escrevendo estas palavras, lágrimas escorrem dos meus olhos...

Porque sei que tomei a decisão certa ao me afastar... mas, ao mesmo tempo, dói... dói pensar em por que não deu certo, no que deu errado... e, sobretudo, por que ainda dói?

Tuesday, December 5, 2023

Ele fala

Eu queria estar com ela... Já fazia tempo que a admirava, mas nunca achei que pudesse algum dia chegar perto daquela mulher. Eu até jogava alguns indiretas, mas jamais achei que ela fosse me dar atenção... Até que um dia aconteceu, e eu aproveitei, porém com muito receio. Não podia acreditar que ela estava aceitando, me aceitando. Tão patricinha, tão diferente de mim, em outro nível de pessoa e educação. Talvez eu me sentisse um pouco inferior a ela, com medo de que ela quisesse brincar comigo e me descartar.

Encontrei com ela um dia, num festival de rua. Naquele dia, fiquei meio sem jeito de agarrá-la, não quis me precipitar. Depois disso, conversamos bastante, mas ainda com receio de que ela quisesse brincar comigo. Já não queria mais quebrar a cara. E de novo nos encontramos, num festival na rua, mas não quis passar do limite com ela em público. Conversamos muito, tocamos aqui e ali, mas não a agarrei. De repente, ela me convidou para ir à sua casa. Nossa, não sabia o que pensar. Era um sonho realizado, mas me segurei, pois minha vontade era agarrá-la no elevador. Tive ali um autocontrole bem grande. Mas, de repente, nos beijamos. Caramba, tudo o que eu imaginei. Saí de lá me beliscando para ver se realmente não estava sonhando. De qualquer maneira, continuamos nos falando todos os dias, mas eu estava com vários problemas que não me deixavam aproveitar da melhor maneira possível.

Passei várias vezes na casa dela, conheci alguns dos seus amigos, mas continuava sem conseguir resolver meus problemas e não dando a atenção que ela queria. No começo, achei que daria conta, mas no fim, ela era tão intensa que acho que me assustei. Desse susto, veio um baque, ela me pergunta assim na lata se não estava entrando no meio de um relacionamento mal acabado. Disse que já tinha passado por várias coisas e queria saber onde estava se metendo. Não tive coragem de dizer que eu não queria nada além de sexo casual, até porque estava vivendo um sonho em estar com aquela mulher. Sabia que meu nível social era diferente do dela, e não sei se conseguiria me encaixar no seu círculo social, aliás, estava com medo de não me encaixar. Talvez nem eu soubesse o que queria. Mas me assustei com aquela pessoa segura, que fala na lata, que te põe na parede, que pergunta e quer saber. E na cama, completamente submissa.

Fui levando, mas ela começou a me cobrar para sair com seus amigos, passar na casa deles com ela, ou tomar sorvete, e eu travei. E o medo de não ter dinheiro para acompanhá-la? E o medo de não me encaixar no nível social do círculo de amizade dela? Confesso que não tentei. Fiquei com vergonha, pois as coisas que ela sugeria, mal conhecia. E ela tentou me forçar, usou algumas técnicas para tentar fazer eu ceder, mas travei.

Achei que ela ia ser compreensiva, mas me botou na parede de novo, confrontou-me com o que eu queria. Perguntou se eu só a queria para uma transa casual ou se havia possibilidade de um relacionamento futuro. Tentei fugir da resposta, mas ela é cabeça dura, me puxava a todo momento para que eu respondesse. Ela me perguntou tão sem medir palavras que me assustei de novo. Não queria perdê-la, mas também não tive coragem de jogar a real com ela, justamente ela que estava sendo super transparente comigo. Me odiei por isso e não consegui responder à pergunta simples que ela tinha me feito, dando uma resposta genérica.

Parecia que ela tinha engolido minha resposta e deixado passar batido. No entanto, alguns dias depois, ela me pergunta se estou bem. Achei que ela estava puxando conversa porque tinha aceitado minha resposta genérica. Agora, analisando a conversa, penso que ela queria saber se eu estava bem porque tinha tomado um pé na bunda. Continuei mandando mensagens para ela, devagar, e quando achei que ela estava tranquila, tentei sugerir um café. Tomei outra cacetada. Na lata, ela diz que não está me entendendo, porque ela já tinha dito que não íamos mais nos ver. Tentei dar uma esquivada, mas ela percebeu. Novamente, tentou fazer com que conversássemos para colocar na mesa o que cada um podia e queria dar para que o relacionamento fluísse. Caguei no pau, disse que queria paz. Que burro que fui. Ela ainda me pede para definir paz, e me enrolei de novo, continuando a não responder à pergunta dela. Ela só me mandou um "joinha" reagindo à minha mensagem, não respondendo.

Sabia que eu ia cagar tudo. Não aproveitei uma oportunidade que tive, por medo de perder, e por causa desse medo, não me permiti e perdi. Perdi porque, no dia seguinte, ela me mandou um áudio longo, carregado de sentimentos, onde me dizia que jamais teria paz num relacionamento enquanto não quiséssemos a mesma coisa. Que em qualquer cenário que ela via, ela se ferrava, e que talvez em um pudesse não se ferrar e se dar bem, mas que pela experiência dela, nem 10% de chance de acontecer. Ela tem razão. Me disse que se ela não pensasse nela, ninguém ia pensar. Como não era o que queria, realmente não podia me ver mais, pois iria se preservar. Para ser um relacionamento de transa ocasional, ela não queria. Até tinha tentado argumentar antes, que ela não tinha gostado de ficar comigo, mas tomei outra cacetada. Ela disse que adorou ficar comigo, mas que nesses termos que eu transpareci, ela não queria. Não consegui construir e falar o que eu queria. Podia ter perguntado sobre o que ela pensava de relacionamentos, mas não perguntei, travei.

E aí, eu achei que ela ia ser de boa, mas me colocou na parede de novo, confrontou-me com o que eu queria... Me perguntou se eu só a queria para uma transa casual ou se havia a possibilidade de um relacionamento futuro. Tentei fugir da resposta, mas ela é cabeça dura, puxava-me a todo momento para que eu respondesse. Ela me questionou de forma tão direta que me assustei novamente. Não queria perdê-la, mas também não tive coragem de ser honesto com ela, especialmente por ela estar sendo super transparente comigo. Me odiei por isso e não consegui dar uma resposta direta à pergunta simples que ela me fez, limitando-me a uma resposta genérica.

Achei que ela tivesse aceitado minha resposta e deixado passar batido... Apesar de ter mencionado que se fosse apenas uma relação casual, ela não estava disposta. Uns dias depois disso, ela me manda uma mensagem perguntando se eu estava bem. Eu pensei que ela estivesse puxando conversa porque tinha aceitado minha resposta genérica... Mas agora, ao analisar a conversa, percebo que ela queria saber se eu estava bem porque talvez tivesse decidido encerrar o relacionamento. Mesmo assim, continuei a interação: voltei a mandar mensagens para ela, devagar, e quando achei que ela estava mais tranquila, tentei jogar um verde, dizendo que ela não me chamava mais para um café... Cacete, tomei outra cacetada. Novamente, de forma direta, ela diz que não está me entendendo, pois já havia deixado claro que não nos veríamos mais. Tentei dar uma esquivada, mas ela percebeu com certeza... E novamente tentou nos fazer conversar, colocar na mesa o que cada um podia e queria oferecer para que o relacionamento fluísse. Mas, mais uma vez, caguei no pau, disse que queria paz... Que burro que fui... Ela ainda me pede para definir paz... e me enrolei novamente, continuando a não responder à pergunta dela. Ela apenas reagiu com um "joinha" à minha mensagem, sem dar uma resposta.

Sabia que eu ia cagar tudo... Não aproveitei uma oportunidade incrível que tive... Por medo de perder, e por causa desse medo, não me permiti e perdi... Perdi porque no dia seguinte de manhã, ela me mandou um áudio longo, carregado de sentimentos, onde dizia que jamais teria paz num relacionamento enquanto não quiséssemos a mesma coisa. E que em qualquer cenário que ela vislumbrava, ela se ferrava... E que talvez em um pudesse não se ferrar e se dar bem, mas que pela experiência dela, nem 10% de chance de acontecer. E cara, ela tem razão... Me disse que se ela não pensasse nela, ninguém pensaria. Como não era o que queria, realmente não podia me ver mais, pois iria se preservar. Para um relacionamento de transa ocasional, ela não queria. Mesmo tendo tentado argumentar antes que ela não tinha gostado de ficar comigo, tomei outra cacetada. Ela disse que adorou ficar comigo, mas que nos termos que eu transpareci, ela não queria... Mas caramba, não consegui expressar e falar o que eu queria. Poderia ter perguntado sobre o que ela pensava de relacionamentos, mas não perguntei, travei. Ela estava aberta à conversa, a ajustar as coisas, e eu caguei no pau, fiquei com medo. Pior que ela já tinha mostrado que não era do tipo daquelas loucas com as quais estou acostumado a sair... Não pegou no meu pé em momento nenhum, apesar das cobranças relevantes, e nem eram cobranças pesadas. Não xilicou nenhuma vez, não surtou. Falou comigo como uma lady. No fim, acho que ela merece algo melhor que eu. Alguém que se encaixe melhor no mundo dela. Pensando agora, nem dei chance de eu me mostrar e deixar ela decidir se eu me encaixava ou não. E de repente, até tentar aprender a me encaixar, subir de nível, mas fui burro. Respondi ao áudio dela, mas ela de novo não me respondeu e apenas reagiu com um "joinha" à minha resposta. E eu fiquei mal... Porque, no fundo, queria que ela viesse atrás de mim, mas sei que ela me deu várias chances para me mostrar, para participar, para falar, e eu não usei nenhuma dessas chances. Não quero que ela fique com raiva de mim, quero ser amigo dela, mas não sei se vou ter chance e se ela ainda vai me considerar. Estou puto comigo mesmo, perdi uma chance incrível. Não sei se um dia na vida terei outra chance dessa. Espero realmente que ela me perdoe...

Friday, November 24, 2023

Refletindo sobre Relações Autênticas: Desafios e Busca por Sinceridade


Ao contemplar minha atual situação de solidão, percebo que minha habilidade em discernir mentiras e identificar padrões pode ser, em muitos momentos, uma faca de dois gumes. É como se as pessoas ao meu redor, de alguma forma, tentassem se moldar àquilo que acreditam ser a versão ideal aos meus olhos. Contudo, com o passar do tempo, essa representação se desfaz, revelando uma falta de congruência, e é nesse ponto que começam as quebras nos padrões.

Incapaz de permanecer passiva diante dessa incongruência, inevitavelmente inicio um processo de confronto, embora de maneira sutil. Crio situações que propiciam o embate, mas de forma não hostil. Nesse momento, observo a pessoa começar a se perder, usando cuidadosamente as palavras para investigar diretamente. O resultado, por vezes, são mentiras que antes eram habilmente esquivadas, utilizando palavras de maneira a deixar um sentido ambíguo.

Persisto na busca pela verdade, realizando testes discretos. A pessoa, por sua vez, começa a perder o controle, revelando sua verdadeira natureza. É nesse ponto que o confronto se torna inevitável, agora conduzido com uma dose adicional de firmeza. A máscara que ela inicialmente usava, seja para mostrar perfeição ou conquistar, começa a ruir, evidenciando a desconexão entre a representação inicial e a realidade.

Para mim, esse processo é complexo e desafiador, pois vou além das palavras, observando ações, padrões e, acima de tudo, me conectando com as emoções. Inicialmente, tento discernir se a falta de congruência é apenas um lapso momentâneo ou uma eventualidade. Entretanto, à medida que as peças não se encaixam, sinto a necessidade de explorar a situação até o fim, determinando se a relação é digna de ser mantida.

Na maioria das vezes, essa jornada revela que não vale a pena prosseguir. No desfecho, percebo que para estabelecer uma conexão verdadeira comigo, a outra pessoa deve ser genuína consigo mesma e comigo. Isso requer a coragem de enfrentar a própria essência, a consciência mental de sua personalidade e a habilidade de discernir quando usar ou tirar a máscara.

Acredito que essa busca pela autenticidade não é exclusiva a mim. Há, sem dúvida, outras pessoas que compartilham desse desejo por relações sinceras. Resta-me agora a jornada de encontrar essas almas autênticas em meio às complexidades das interações humanas

Sunday, November 19, 2023

Relacionamentos de hoje: quem é de verdade?

Eu achava que tinha encontrado uma pessoa bacana que quisesse o mesmo que eu...

Bem, não foi bem assim...

No inicio parecia... Tivemos um date, no sentido de date mesmo... senta e conversa, sem pegação... E isso eh bem raro hj em dia...

Conversa todo dia... um segundo encontro aconteceu...e acabou rolando e foi maravilhoso.

E a conversa rolou durante as semanas que se seguiram...

Ele conheceu alguns dos meus amigos... Meus irmãos... E eu achava que incluindo ele nas coisas, deixava claro o que eu queria... Aparentemente, não...

Depois houve uma situação de a pessoa dar uma sumida... e levantou uma red flag... Já mandei na lata se por acaso eu estava entrando no meio de algum relacionamento, pq eu queria saber onde eu estava entrando... E aqui, a pessoa podia ter me dito o que queria, afinal eu estava perguntando... Mas só me disse que não... e minha resposta foi: Quero fazer dar certo, você quer? Sim... Então vamos fazer dar certo! Combinado! Essa foi a conversa... o que se entende disso? Ok, em nenhum momento foi dito a palavra mágica: RELACIONAMENTO, mas vamos fazer dar certo, se refere a "isso que nós temos", certo? Pois eh...

Aí fiz a cagada de comentar que estávamos ficando há dois meses... E estava tudo bem até não estar mais... pq houve um afastamento... e mesmo assim, eu perguntei, seu afastamento tem algo com o que eu disse sobre estarmos ficando há dois meses? E a resposta foi: Não... E aqui, de novo a pessoa tinha a chance de falar QUALQUER coisa pra dizer o que ela queria... mas não disse.

Mais uns dias se passaram, e as coisas mudaram mais ainda... Antes tínhamos: bom dia, como foi seu dia, boa noite, tá tudo bem por aí, avisos de cheguei e vou dormir, de ambas as partes... Depois falhou-se um boa noite, um aviso, e outra red flag se acendeu... A pulga atrás da minha orelha estava virando um elefante... Não tenho mais 16 anos, e sei o que quero, e o que não quero... Joguei um: bora tomar um açaí? (pq queria testar o que eu esta pensando) Veio um bora, mas depois das 20h pode ser? Ok... 20:15 recebo uma mensagem que a pessoa estava enrolada e que não ia rolar... Ok, quem sabe amanha, foi a minha resposta... Dia seguinte, estava enrolado de novo... e quis marcar pra dali 2 dias... Disse que estava muito longe e que víamos isso no dia... E o dia chegou... foi ontem...

Preciso fazer um adendo: nessa ultima semana, comecei a tomar um remédio pra depressão que o efeito colateral eh parar de fumar... e já senti que estou mais irritada que o normal... bom, era meu normal aos 16 essa irritação, não aos 40... E estou também com a minha paciência, um tanto mais curta, ela que já não eh lá essas coisas...

Adendo feito, recebi mensagem do cidadão, me perguntando se eu ia estar em casa... Eu disse a hora que ia chegar, e perguntei pq... e a resposta foi: pra te ver... E aí me acendeu outra red flag... explico: eu tinha chamado pra tomar um açaí, a onda de calor em SP esta absurda, e cabia um açaí nesse dia... então, na minha cabeça, a pessoa só queria me comer... foi assim que li... Enrolei um pouco e dei uma resposta evasiva... e veio um: isso eh um sim ou não... de imediato, respondi que estava atendendo e que já falava com ele. Quando saí, disse que se ele quisesse me encontrar toda ferrada podia vir... e ele disse, ahhh deixa pra outro dia então... ok... Só que aquilo ficou na minha cabeça e eu odeio dúvidas... gosto das coisas claras...

Lá pras tantas, me embucetei, e mandei: "talvez seja uma pergunta imbecil, mas preciso me situar: o "a gente" eh só uma trepada eventual?" Uauuuuu me enfezei....

Pq sério, já tinha falado... O que acontece com as pessoas????

e você pensa que a resposta veio? Não... Veio um "gosto do seu jeito, bem direta, tenho a impressão que espera mais do que eu posso dar"...

"E mesmo assim, não tenho uma resposta direta... não espero nada… mas tem o que eu não quero mais pra minha vida e o que eu quero… não vejo problemas em trepar eventualmente desde que haja intenção das coisas evoluírem… e sei o que eu não quero também… e é o contrário disso… e o que pode e quer dar?" De novo, falando diretamente, sem rodeios, na lata... Não???? E a resposta?????

"Entendi... No momento o que mais procuro é ficar em paz... Não penso em ter alguma coisa séria, pelo menos no momento... Acho que estou muito próximo de pirar de tantas coisas que estão na minha responsabilidade... Espero que em breve tudo melhore" Falou, falou e não falou nada... bem aquela coisa de não caga nem sai de cima... E desejei que as coisas melhorassem, massssssssss lancei essa: "de qq maneira, se achar q pra frente pode haver evolução, blz, pode me procurar… agora, se não, vamos ter que parar de nos ver tudo bem?"... E a pessoa responde: "sem problemas"...

Qual eh a dificuldade das pessoas de serem sinceras? Claras?

O que me parece eh que as pessoas não sabem o que querem, e ai vai levando sem nem saber pra onde quer ir... aí as merdas dão nos relacionamentos e não se sabe pq... Como tu rema sem rumo????

Qual a dificuldade em se mostrar real... Não o que você acha que o outro espera de você, mas você mesmo???? Qual a dificuldade de se só quer comer, já demonstra.... e deixa o outro decidir se quer isso...

Estou tão cansada das pessoas não se mostrarem como são e aí com uma semana muda um pouco, com um mês, muda mais um pouco, e com dois meses eh outra pessoa, não aquela que você conheceu... Pra que isso gente????? Serio mesmo que você acha que, se se mostrar, o outro não vai gostar????? E ai usa artificio que não vai conseguir manter, mas ai, a pessoa já tá lá mesmo, e de repente vai ficando, e vai levando... E quando se vê, já virou uma dependência emocional, um costume e aí não se está junto pq se quer, eh só pq tá... tá fácil... eu finjo daqui, tu finge daí... E aí vem as porras das violências emocionais, psicológicas que podem evoluir pra físicas... É isso mesmo q vocês querem????

Porraaaaaaaa, sejam de verdade!!!!

Monday, October 9, 2023

Dormir, fumar e beber

Num período turbulento da vida dela, quando as sombras da tristeza se tornaram insuportáveis, ela encontrou conforto nas pequenas indulgências da vida. Dormir, fumar e beber - não necessariamente nessa ordem - tornaram-se seus companheiros constantes, oferecendo uma breve pausa nas preocupações do mundo. Durante três dias, ela mergulhou nesse ciclo vicioso, consumindo quase duas garrafas de vinho, entregando-se ao sono profundo e inalando a fumaça como se fosse sua única conexão com a sanidade.

As coisas estavam desmoronando ao seu redor, e ela ansiava por uma válvula de escape, qualquer coisa que pudesse aliviar o peso que carregava. Suas escolhas não eram nobres como "Comer, rezar e amar", mas sim, beber, fumar e dormir. Não era uma jornada espiritual ou uma busca por algo maior; era simplesmente uma tentativa desesperada de afundar ainda mais nas profundezas de seu próprio desespero.

O ato de dormir tornou-se sua fuga, uma maneira de evitar enfrentar os problemas que a assombravam. Fumar e beber, mesmo quando estava acordada, eram seus fiéis companheiros, proporcionando uma distração momentânea, uma muleta emocional para sustentá-la nos momentos mais difíceis. Freud chamaria isso de "sugar", uma maneira de encontrar consolo em algo que remonta a um passado distante, a uma falta que nunca foi completamente preenchida. Um cigarro, um gole de bebida - eram essas as âncoras que a seguravam quando tudo o mais parecia escapar por entre seus dedos.

Estranhamente, havia uma sensação de acolhimento nessas indulgências, algo que a envolvia quando mais precisava. Era o abraço familiar do vício, um conforto temporário que se tornava uma prisão silenciosa. Ela afundava cada vez mais no poço escuro de sua própria tristeza, esperando que, ao tocar o fundo, encontrasse a força para se impulsionar de volta à superfície. Era uma tentativa desesperada de esgotar toda a dor, na esperança de que, ao fazer isso, algo dentro dela pudesse finalmente melhorar.

No meio desse caos, apenas uma coisa permanecia constante - o amor. Surpreendentemente, encontrou apoio nos braços de um ente querido. Ele lhe deu espaço, não a julgou, permitindo que ela encontrasse seu próprio caminho através da escuridão. Quando percebeu que ela estava pronta, ele estendeu a mão e segurou a dela com firmeza, oferecendo uma promessa silenciosa de que, juntos, poderiam encontrar a luz no final do túnel. E assim, no meio da tempestade, um fio de esperança se entrelaçou em seu coração, dando-lhe a coragem de enfrentar o que quer que viesse pela frente.

Finalização de ciclos

 Hoje em análise, fiquei me questionando se por acaso quando termino algo, sou tão incisiva que não deixo margem para retornos... Voltei ao ...