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Wednesday, December 29, 2021

Dependência emocional?

 Durante minha vida inteira vinha buscando aprovação das pessoas, principalmente da minha mãe, pq é uma pessoa que por ser cobrada, cobra d+...

Aquele tipo de pessoa que vc tira 8 na prova, diz que vc podia ter tirado 9, e se vc tira 10, diz que vc não fez mais que sua obrigação. Nunca está satisfeita com nada, e nunca tem uma frase legal pra dizer, está sempre criticando. Mesmo quando não está criticando, fala de um jeito que parece que está. E isso me incomodava bastante, tanto que brigávamos muito.

Depois que conheci a Comunicação não violenta, passei a me policiar para não falar como ela, e tentar usar as palavras como afirmações positivas. De várias formas tentava me desvincular, mas sentia sempre que ela conseguia em algum momento quando eu estava despreparada ou não previa alguma artimanha, que ela conseguia me "pegar"com suas criticas. Me sentia como uma presa que tenta fugir de um polvo, cada vez que desvia de um tentáculo, tem outro para desviar. Porém com muito treino e mta terapia, hoje consigo não deixar que ela me pegue mais. Não me importo mais com o que ela pensa, e consigo deixar de lado várias falas que ouço dela. 

Hoje tento mostrar pra ela, que ela fez comigo exatamente o que ela passa com a mãe dela, mas é difícil vc tentar explicar como o outro tem que agir, se ele não percebe o que faz nem a macro versão daquele mundo. Eu não gostava e one eu me encontrava, e nem de como me sentia, por isso fui fundo para que eu não passasse mais por aquilo. Enfrentei meus medos, travei batalhas comigo para que eu deixasse de me importar, e pra que não fizesse diferença na minha vida. Quando percebi que eu tinha que viver a minha vida, sem depender da aprovação dos outros, foi uma libertação pra mim.

Eu já assumia as responsabilidades pelos meus atos, porém fora dos parâmetros familiares. Qdo se tratava de sustentar uma responsabilidade na qual ou teria que me explicar, ou eu teria que ouvir criticas, eu geralmente me esguiava, me escondia e acabava sucumbindo ao que os outros queriam, pq eu era obediente, pq não queria encheção de saco, pq era chantageada de alguma forma principalmente qdo me chantageavam dizendo que tirariam alguma "facilidade"que eu tinha... Sim, além de tudo, eu era bem acomodada na zona de conforto, e morria de medo de passar algum apuro e ter que retroceder. E entendam, não estou aqui dizendo que sou uma santa, estou contando como foi a minha jornada para me libertar desse apego, dessa dependência emocional que eu tinha e nem sabia pq.

E qdo percebi que isso fazia tão mal, tentei fazer com que meu filho não ficasse dependente emocionalmente da minha pessoa, pq eu sabia o quanto aquilo era ruim.

E por mais que eu explique pra minha mãe que ela da corda para minha avó que a dependência emocional dela com a minha avó é mais forte que a minha com ela, ela não aceita e não entende, ou finge não entender. Se ela soubesse o qto é bom se libertar dessa dependência, muito melhor do que ficar amarrada, e que nem dói tanto assim se desvencilhar, começaria pra ontem.

Hoje aguento até onde quero... Qdo não quero mais, vou pra minha casa, não atendo o telefone e pronto... E mesmo assim, qdo acontece de querer vir cobrar qq coisa, já corto de uma vez. Aliás, aprendi a cortar as cobranças de uma forma bem rápida... As vezes ainda me pego me explicando, mas não demora muito, falo em voz alta: Pq mesmo estou te explicando? Vc não tem nada a ver com isso (ou isso não compete a vc), e encerro o assunto...

Sei que ainda preciso aprender muita coisa, mas essa etapa, foi concluída com sucesso!!!

Ps: Qdo me falavam sobre eu precisar de aprovação, eu não entendia direito o que e como aquilo me pegava, mas qdo ouvi a frase "dependência emocional" tudo fez muito mais sentido, e percebi que eram a mesma coisa, pois as pessoas usavam comigo nesse mesmo sentido. Foi aí que tive o insight e a ficha caiu!!! E consegui me desprender emocionalmente da minha família... Muitas das frases deles ainda doem qdo são ouvidas, mas não machucam 1 décimo do que machucavam há anos atras... Hoje as ouço, fico triste por eles, por ainda tentarem me controlar/prender, trago isso pra consciência, e só lamento por eles, pq vou fazer o que eu tenho que fazer!


Fiquem com Deus e até a próxima!!!!

Monday, December 27, 2021

Obediência e aprovação

 Bem, continuando...

Fui mãe solteira e acabei escolhendo ficar na casa da minha mãe para dar uma vida melhor pro meu filho.

Mas logo as brigas começaram, e acabou que tínhamos brigas e mais brigas em como eu lidava com a educação dele. Ela sempre se metia, e eu não conseguia deixar de lado, pois sempre tinha uma frase implícita: vc mora embaixo do meu teto...

Qualquer coisa que eu fizesse era motivo para ameaças. Coisas bestas, mas sempre acabava me "prendendo" pq eu sentia que devia isso a ela. Achava que devia obediência e buscava sempre aprovação de todos...

Estava sempre frustrada, irritada, pq eu não era eu mesma...

Sempre abaixando a cabeça pra tudo...

Até que a terapia entrou na minha vida.

Fui aos poucos me conhecendo e percebendo que eu não tinha que abaixar a cabeça pra nada, e que não tinha que "obedecer" ninguém, porém eu tinha que me estabelecer. Coloquei na minha cabeça que não conseguiria enquanto meu filho estivesse comigo, que eu não dava conta de sustentar nós dois.

E td vez que me cobravam alguma coisa, eu cobrava do menino, até o dia que percebi que não devia mais cobrá-lo, e que a cobrança chegaria em mim e não passaria mais. E assim eu fiz... E comecei a não cobrar mais do meu filho coisas que me cobravam.

Qdo me diziam: Seu filho não está estudando? O filho do fulano está... Esse tipo de frase tive realmente que me desapegar, pq eram constantes. No inicio foi bem difícil, mas depois foi se tornando mais fácil.

Porém isso me fez carregar muitas coisas nas costas, segurar barras que hoje percebo que nem eram minhas.   

O livro "Comunicação não violenta" me ajudou muito e sugiro a todos essa leitura...

Sunday, December 26, 2021

Apresentação

Oi pessoal...
Venho aqui me apresentar pra vcs...
Tenho mais de 40 anos e um filho de mais de 20.
Morei com a minha mãe até meu filho completar 18 anos, e quero contar pra vcs essa jornada de como foi criar ele morando com minha mãe, e quero contar pra vcs o que fiz depois que ele saiu.
E já dando spoiler, como estou lidando com ele tendo vindo morar comigo agora, depois de alguns anos fora.
Espero que gostem de me ler...
Bom, fui mãe bem jovem, e não tinha a menor estrutura para ter um filho.
Quis mto não ter, porém não tive essa opção. Não tinha voz naquela época e não sabia o que fazer, a não ser fazer o que os meus pais mandavam.
Minha mãe não falava sobre nada comigo, nunca tinha me levado ao ginecologista e eu não tinha uma boa relação com ela (não que agora tenha...)
E por mais que na época gostaria de ter praticado um aborto ilegal (obvio pq até hj é) hoje não consigo me ver sem meu filho.
É um sentimento muito louco e contraditório pq ao mesmo tempo que eu nunca quis ser mãe, a partir do momento que ele nasceu, o sentimento de amor explodiu em mim, e eu daria minha vida por aquele pequeno ser.
Vou contar pra vcs tb, como percebo hoje, o quanto fui abusada psicologicamente, pelos meus familiares porém, gostaria que todos entendessem que naquela época, era normal fazer comentários, falar coisas que hoje em dia não são aceitáveis. Eu não tenho nenhum ressentimento qto a isso sobre meus pais. Muito pelo contrário: sei que eles fizeram seu melhor, com o que podiam na época. Não os condeno de forma nenhuma por isso. Temos que entender, que antigamente, era muito diferente, e o que chamamos de "abusivo" hoje, era muito comum há anos atras, e só fomos nos dar conta desse "abuso" a pouquíssimo tempo. Então, não condenemos nossos pais e avós por algo que eles nem sabiam que existia e nem que fazia tão mal certo????
Partimos desse principio, e por hora é isso!
Bem vindos às Lições que tenho aprendido na vida!!!
  





Finalização de ciclos

 Hoje em análise, fiquei me questionando se por acaso quando termino algo, sou tão incisiva que não deixo margem para retornos... Voltei ao ...