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Saturday, January 15, 2022

Toxicidade?

Fiz um post mas ainda não estou pronta pra postar...

Enquanto isso, vamos falar de família tóxica...

Até dois anos atrás, ninguém falava sobre toxicidade da família... Hoje, se fala muito disso...

Nesse contexto, não imaginava uma família tóxica, pra mim era normal, aliás, antes dos anos 2000 era muito normal as famílias serem tóxicas (obvio que nem todas né?). Ninguém falava em comunicação não violenta, nossos pais nos puniam bastante com castigos, com surras... Era bem normal sermos xingados qdo fazíamos lição em casa e errávamos alguma coisa. Além disso, a gente ainda tinha que ajudar na arrumação e limpeza da casa...

Recentemente, em meados de 2015, começou-se a falar sobre a toxicidade da família e como isso influenciava na formação das crianças. Bom, talvez academicamente já houvessem estudos, mas sinceramente, eu só ouvi falar disso recentemente.

Fazia terapia, porém jamais falamos sobre essa toxicidade... mas já vinha trabalhando em liberar esses traumas. Hoje acontece que comecei a nomear esses traumas. E comecei a identificar as frases que eu não gostava. intuitivamente, isso já acontecia, principalmente com relacionamentos amorosos, com relação a não suportar determinadas coisas de parceiros. Eu não conseguia entender pq as pessoas tinham que manipular as outras fazendo chantagens (emocionais ou não), jogos, querer mandar. Isso sempre me pegou em relação a relacionamentos. Mas dentro de casa, era muito mais difícil saber pq aquele era meu mundo. Mas eu sabia o que eu não queria, ou como eu não queria.

Qdo comecei a perceber essas frases tóxicas da minha própria família foi libertador, pq pude separar o que eu queria ou não carregar pra mim. Tá, e lembrando, que  durante muito tempo, até ter essa clareza, repeti isso com meu filho. E só a partir de quando percebi que isso era errado, já comecei a tentar mudar com ele... Não sei se é ou não tarde d+, masssssss mudei...

E foi bem difícil, pq com ele era fácil mudar, mas com meus pais, não, pq dependia deles tb, e toda vez que eu tentava mudar, a impressão que eu tinha daqui, era que eles não queriam que eu mudasse. Hoje entendo pq, e sei que não era pq eles não queriam meu bem, e sim pq eles tb estavam acostumados com uma situação que pr eles era normal... Eu que estava sendo "anormal" pra eles. Inclusive, acho que até hj eles não tem consciência da minha evolução... O que pra mim é evolução, pra eles pode ser uma perda de tempo... Mas hj já não me importo mais... Tanto faz... Já ouviu algo assim?



Imagens : https://incrivel.club/inspiracao-psicologia/10-atitudes-de-pais-toxicos-que-arruinam-sem-notar-a-vida-dos-filhos-499710/


Sunday, January 2, 2022

Primeira menstruação versus "sagrado feminino"

Quando eu tinha 11/12 anos fiquei menstruada. 

Foi a pior coisa que aconteceu pra mim. Na época, não tinha ideia do que isso significava, e minha mãe, foi bem negligente não me levando a um ginecologista. Não havia internet e só podíamos contar com conversas com amigos/as sobre os assuntos, então, quem sabia mais, contava pros que sabiam menos.

Sempre fui muito tímida, e nunca conversei sobre nada disso com as minhas amigas.

Eu odiava sangrar. Além daquela palhaçada que os pais faziam qdo isso acontecia, como um troféu vinha a frase: "Virou mocinha" e essa frase era repetida para toda família. Uma vergonha, eu já achava nojento sangrar, e de repente, todo mundo sabia. Não me entendia com os absorventes da época e acabava usando papel higiênico na calcinha, mas obviamente o papel não segurava o fluxo, e vira e mexe eu estava manchada ou minha cama e minhas roupas.

Muitas vezes eu dormia sentada pra tentar não me manchar. Aquilo pra mim era extremamente nojento.

Uns anos depois, me iniciei no sexo, mas ainda não tinha ido a um ginecologista e não sabia de absolutamente nada sobre o assunto.

Acabei engravidando, e escondi minha gravidez até o quinto mês. E foi só aí que fui em uma ginecologista, que sugeriu que eu era muito nova para ter um filho e disse que ela não interrompia gravidez, mas tinha um amigo que fazia e ela podia indicar. Na hora eu queria gritar que sim, mas ouvi minha mãe dizendo que o que ela estava falando era um absurdo e que eu iria ter o filho. Nem me perguntou o que eu queria na época. Mas esse não é o assunto hoje, vcs vão poder me julgar por isso uma outra hora, guardemos esse capítulo pra uma próxima... O importante aqui, é a primeira vez que fui ao ginecologista, e eu já estava grávida. 

Enfim meu filho nasceu e no retorno ao ginecologista, pedi pílula anticoncepcional para que aquilo nunca mais acontecesse. Desde então, tomava pílula, até que a internet veio, os anos passaram e descobri o DIU mirena, que é a base de hormônio e fui ao ginecologista para colocar, mas era muito caro!!! Portanto, continuei com as pílulas. Naquela ocasião, já sabia que não queria engravidar de novo. Tinha um ciclo bem curto, e mesmo assim eu estendia as cartelas para não menstruar, achava completamente nojento. Nesta época, já tinha uns absorventes bem finos e eu já usava eles. Nunca gostei de usar absorventes internos, me sentia incomodada, talvez pq não soubesse colocar direito e tals, mas era assim que funcionava pra mim. E como era de costume, não tinha o hábito de ir ao ginecologista.

Nos tempo atuais, fala-se muito em sagrado feminino, honrar o feminino, tem um pessoal que usa a menstruação devolvendo-a a terra não sei pra que... Trabalhei muito na terapia, aceitando a maternidade que eu não queria minha feminilidade, mas nada extremo de "plantar luas" que é assim que chamam esse negócio de devolver o sangue pra terra. 

Até que fiquei mais velha, fui numa consulta e acabei descobrindo que meu plano de saúde cobria colocar o DIU de graça, e assim fiz. Depois de 3 meses tendo escapes quase todo dia, dores nas costas e cólicas horríveis, porém passado esse tempo, não menstruo mais, o que foi incrível na minha vida: nada mais de sangue, nada mais de ficar com alergia dos absorventes (sim, esqueci de mencionar que eu tinha alergia aos absorventes, tanto internos - qdo aprendi a usar - qto externos).

Muita terapia depois, percebi que eu me masculinizei bastante por ter tido um filho homem e não ter um parceiro para fazer esse papel. Mas hoje já estou mais em paz com isso.

E absolutamente não vejo relação de odiar menstruar com não estar em paz com o meu feminino, já que eu detestei menstruar desde a primeira vez que isso aconteceu. Tb coloquei meu olhar sobre menstruar versus ter tido a experiência doida de ser mãe super nova, e descobri que realmente, foi um trauma, mas que não tem nada  a ver com meu feminino. 

Hoje, tento deixar de lado a masculinização que achei que seria importante para a criação do meu filho naquele momento e tento resgatar aquela menina, me feminilizando de novo e estou muito feliz. Não venho aqui romantizar o "sagrado feminino" e nem tenho vontade de discussões feministas, porém venho aqui para dizer que nós mulheres temos que aceitar quem somos, que temos papéis diferentes na sociedade e tudo se encaixa na perfeita ordem do universo!

Espero que tenham gostado do meu relato, e lembrem-se de buscar as respostas dentro de você, com (de preferência) ou sem ajuda de um psicólogo!!!

Saturday, January 1, 2022

Ano Novo!

 Ano novo...

Ano de muitas descobertas, muitas libertações...

Só tenho a agradecer por todo caminho que segui até hoje, todos os percalços,  todos os problemas que chegaram até mim, me fizeram crescer, evoluir como pessoa.

Meu desejo para esse ano, é que o universo retire do meu caminho todas as pessoas que me querem mal, pessoas de má índole, pessoas que não agregam em nada a minha vida...

Esse ano pessoal tá falando que não podemos pedir para o universo pq estamos na lua minguante e teoricamente, vai minguar os pedidos...

Mas eu não tenho pedidos... Só tenho realmente a agradecer ao universo pelo ano que tive... Mesmo com toda dificuldade de uma pandemia consegui olhar pra dentro e fazer com que toda dificuldade se virasse ao meu favor e trabalhei pra isso. Trabalhei duro para mim mesma, para meu conhecimento, para minha evolução pessoal e espiritual. Não me acho melhor que ninguém, porém usei ao meu favor toda adversidade que encontrei para fazer com que tudo desse certo e realmente tudo o que eu quis e pus no propósito, veio. Vieram tb situações inesperadas, que de inicio me abalaram, mas consegui manter a calma e resolver todas elas da melhor maneira que achei no momento. Se vai ou não ser bom, saberei mais pra frente...

E é isso que aprendi esses anos todos: precisamos fazer no momento o que acreditamos ser o melhor, e mesmo que depois apareça algo melhor, saber que naquele momento, era o que podíamos fazer e não nos martirizar por isso. 

Acredito que a vida é cíclica e quando os problemas nos aparecem, se a gente resolve ele não se apresenta de novo, porém se ele reaparece, é pq precisamos fazer algo diferente. E aí temos nova chance de resolver diferentemente. Tentamos acertar para que os problemas não se repitam, mas nem sempre isso é possível!!!

Fiquem atentos aos detalhes, e se or problemas se repetem na sua vida (a essência do problema né pessoal!!) tentem resolvê-los de formas diferentes... É assim que faço, porém tenho sim uma consciência física e psicológica bem grande, pois me estudo há anos. É um trabalho diário, além disso, escrever me ajuda bastante... 

Espero que meus relatos e ajudem...

Até o próximo texto!!!!

Feliz Ano Novo!!!

Finalização de ciclos

 Hoje em análise, fiquei me questionando se por acaso quando termino algo, sou tão incisiva que não deixo margem para retornos... Voltei ao ...